domingo, 22 de junho de 2008

Produção dos Hormônios Adrenocorticais

Como mencionado anteriormente, os hormônios corticóides são produzidos a partir do colesterol. Tal molécula circula no sangue por meio de vesículas de HDL e LDL, denominadas, respectivamente, lipoproteínas de alta e de baixa densidade. As segundas, em geral, são as mais importantes transportadoras de colesterol.
A ligação com as células das glândulas adrenais se dá por meio de receptores de membrana específicos, com posterior endocitose das vesículas. Dentro da célula, os componentes vesiculares são digeridos por lisossomos, sendo o colesterol, então, liberado de sua ligação com os transportadores.

A partir daí, tal molécula pode seguir dois caminhos dentro da célula: permanecer no interior dos vacúolos digestivos na forma esterificada, originada a partir de reação catalisada pela colesterol éster sintetase, ou seguir a via biossintética dos hormônios corticóides.

O colesterol pode ser sintetizado, também, a partir do Acetil-Coenzima A (Acetil-CoA) pela via bioquímica usual:


É importante salientar que, em condições basais, a principal fonte de colesterol para a síntese de hormônios corticosteróides são as vesículas de LDL e HDL. Por outro lado, quando há estímulo das vias metabólicas por ACTH, o colesterol esterificado armazenado é o precursor mais importante. Assim, por ação da enzima esterase do colesterol, os ésteres de colesterol são quebrados e o colesterol livre é, então, transportado por uma proteína específica para a membrana mitocondrial interna.

Nesse ponto, o colesterol entra em contato com um grupo de enzimas denominado P-450, das quais a mais importante é a P-450SCC. Tais enzimas são oxigenases mistas que catalisam hidroxilações esteroidais. A reação inicial que converte o colesterol em D5-pregnenolona é catalisada por uma enzima P-450SCC de clivagem de cadeia lateral, também conhecida como 20,22-desmolase. Esse complexo de membrana mitocondrial interna realiza sucessivas hidroxilações, seguidas de clivagem da cadeia lateral do colesterol. O conjunto inicial de reações é comum a todas as vias metabólicas de síntese de corticóides que ocorrem no córtex das adrenais. A partir daí, entretanto, as vias biossintéticas divergem para a formação de seus diversos produtos.

Como exemplo, pode-se citar o cortisol. Após sair da mitocôndria, a pregnenolona é convertida a 11-desoxicortisol por passos sucessivos dentro do retículo endoplasmático. Tal molécula é, então, novamente transferida para a mitocôndria, sendo hidroxilada na posição 11 pela enzima 11-hidroxilase. O produto final, o cortisol, é rapidamente transportado para fora da célula, não sendo armazenado de forma significativa pela mesma. Portanto, quando há necessidade de liberação acentuada do hormônio para a corrente sanguínea, deve haver rápida ativação da via sintética por ACTH.

Seguem abaixo as principais vias metabólicas que ocorrem no córtex das glândulas supra-renais:




Corticóides - Uma Introdução

Os corticóides são hormônios produzidos pelo córtex das glândulas supra-renais (ou adrenais) a partir do esteróide colesterol, tendo fórmulas químicas semelhantes a ele. Entretanto, o grau elevado de semelhança entre tais moléculas camufla a real natureza de suas ações metabólicas: as pequenas diferenças estruturais conferem a cada molécula ações distintas, porém importantes para o funcionamento adequado do organismo.

Primeiramente, é importante analisar a estrutura da glândula estudada, para associar corretamente suas partes aos diversos hormônios produzidos. As glândulas supra-renais são compostas por duas partes básicas: córtex e medula. A medula, mais interna, constitui cerca de 20% do espaço ocupado pela glândula e está intimamente relacionada ao sistema nervoso simpático, secretando um grupo de hormônios conhecido como catecolaminas (adrenalina e noradrenalina). Os outros 80% são cobertos pelo córtex das adrenais, que produz três tipos básicos de hormônios: mineralocorticóides, glicocorticóides e androgênios, sendo os dois primeiros conhecidos como hormônios adrenocorticais.

· Mineralocorticóides: Receberam esse nome pela capacidade de realizar o balanço eletrolítico (ou seja, dos minerais) dos líquidos extracelulares, regulando as quantidades de sódio e potássio em particular. Seu principal representante, e também o mais potente, é a aldosterona.

· Glicocorticóides: Exercem efeitos importantes no sentido de aumentar a glicemia (daí o seu nome). São responsáveis também pela atuação sobre o metabolismo de proteínas e lipídeos, estimulando a sua degradação. O cortisol é o mais conhecido e também o mais importante glicocorticóide.

· Androgênios: São precursores de hormônios sexuais produzidos nas gônadas, importantes para o surgimento e manutenção das características sexuais secundárias.
É importante salientar que cada tipo de hormônio é secretado em uma região distinta do córtex, como evidencia a figura a seguir:

A aldosterona é produzida apenas na zona glomerulosa, uma vez que as células de tal região são as únicas que possuem a enzima aldosterona-sintetase. Tal região é a principal responsável pela produção de mineralocorticóides. Por outro lado, as zonas fasciculada e reticular produzem tanto glicocorticóides quanto androgênios, embora exista uma produção preferencial de androgênios na zona reticular e de glicocorticóides na zona fasciculada.

É importante salientar, também, que os limites entre córtex e medula não são exatos. Células corticais, por exemplo, podem estar presentes na medula isoladamente, em pequenos grupos (ilhotas), ou mesmo distribuídas radialmente a partir do córtex. Por outro lado, é freqüente o aparecimento de células medulares (cromafins) em todas as três regiões do córtex. Tal relação íntima entre as células endócrinas do córtex e neuroendócrinas da medula torna possível a influência parácrina dos produtos secretórios de cada tipo celular na liberação dos produtos secretórios de outro tipo celular.

Como órgãos endócrinos, ou seja, responsáveis por liberar hormônios para a corrente sanguínea constantemente, as glândulas supra-renais têm uma das mais altas taxas de fluxo sanguíneo por grama de tecido do organismo.

Grupo

Eis o grupo que tornou tudo isso possível:
Painel de BioBio
Corticóides e os Hormônios da Tireóide

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Síndrome de Cushing

A hipersecreção do córtex adrenal provoca uma cascata complexa de efeitos hormonais, denominada de Síndrome de Cushing. As anomalidades observadas nessa síndrome são, em geral, atribuíves à quantidades anormais de cortisol, embora a secreção excessiva de androgênios também possa causar efeitos importantes.



Causas
A Síndrome de Cushing pode ocorre em conseqüência de causas múltiplas.


*Para entendê-las melhor, vale relembrar antes que, normalmente, o hipotálamo secreta o hormônio de liberação da corticotropina (CRH), que estimula a hipófise anterior a produzir o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Esse, por sua vez, estimula a produção de cortisol pelas glândulas adrenais.

São elas:
(1) Adenomas (tumores benígnos) da hipófise anterior, que passa a secretar grandes quantidades de ACTH. Essa é a causa mais comum da Síndrome e é conhecida como Doença de Cushing.

(2) Função anormal do hipotálamo, resultanto em níveis elevados de CRH, que estimulam a liberação excessiva de ACTH.
(3) Secrecção ectópica de ACTH por tumores, que podem ser malignos ou benignos e que crescem em qualquer parte do corpo, como abdôme e pulmão (mais de 50% dos casos).
(4) adenomas do cortéx adrenal, que liberam cortisol em excesso no organismo, e representam 20 a 25 %dos casos clínicos da doença.


Esse gráfico mostra a variação da concentração sérica de cortisol durante o passar do dia, representado em horas. Em azul temos a concentração observada em uma pessoa normal, em rosa a de uma pessoa com Doença de Cushing, ou seja, hipersecreção de ACTH pela hipófise anterior e em amarelo que apresenta Síndrome de Cushing devido à secrecção ectópica de ACTH por tumores em qualquer outra parte do corpo.



Como podemos observar pelo gráfico, independente da causa, o indivíduo com Síndrome de Cushing mantém níveis altos de cortisol durante todo o dia, ao contrário de uma pessoa normal que possui um pico na produção às oito horas da manhã e depois passa a apresentar uma queda. Esse níveis elevados de cortisol, que podem chegar a 25 mg/dl, correspondem aos níveis de cortisol de uma pessoa que passa por uma estrese como uma cirúrgia.




Sintomas





Os diversos sintomas da Síndrome de Cushing estão relacionados aos efeitos do cortisol em cada tecido específico.

Efeitos no Tecido Muscular
A ação geral mais importante dos glicocorticóides é facilitar a conversão de proteínas a gligênio. O cortisol, em especial, melhora a mobilização de proteína muscular para a gliconeogênese acelerando a degradação protéica e inibindo a síntese protéica. As concentrações plasmáticas de aminoácidos de cadeia ramificada tendem a aumentar enquanto osníveis de alanina se mantém constante, umas vez que a sua conversão a glicose é aumentadsa simultaneamente pelo cortisol. Essa dsponibilidade aumentada de aminoácidos por si só leva a um aumento da síntese protéica. Em síntese, o efeito geral do cortisol é aumentar a taxa de renovação protéica, com a perda resultante de protéinas de todo o corpo (com excessão do fígado).
Essa ação combinada, que é ao mesmo tempo anabólica e catabólica, do cortisol em níveis normais é benéfica ao organismo. No entanto, o excesso contínuo de da ação glicorticóide pode drenar os estoques corporais de proteína de forma impressionante. Afinal, esse excesso leva a um aumento do catabolismo muscular e diminuição da síntese de proteínas musculares, reduzindo assim a massa e a força musculares.


Efeitos no Tecido Ósseo

O efeito mais profundo dos glicocorticóides no osso é a inibição de sua formação. O cortisol diminui a síntese de colágeno e a formação de osteoblastos maduros a partir de seus precursores que ainda não passaram pelo processo de diferenciação celular, enquanto, ao mesmo tempo, aumenta a taxa de apoptose de osteoblastos eosteócitos, as células funcionais da formação óssea.
O excesso do hormônio pode levar então a um quadro de osteoporose, uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea e pela desestruturação da sua microarquitetura, levando o osso a um estado de extrema fragilidade, em que qualquer trauma mínimo pode causar uma fratura. É uma complicção muito temida nas terapias que envolvem o uso de glicocorticóides com duração maior que poucas semanas, uma vez que a terapia para restaurar a massa óssea é pocuo eficaz.










Efeitos no Tecido Conjuntivo
A inibição de colégeno pelo cortisol produz um afinamento da pele e das paredes dos capilares. A fragilidade dos capilares lea a sua fácil ruptura e a hemorragia subcutânea, resultando no aparecimento de equimoses e de grandes estrias purpúreas onde hpuve ruptura.


Efeitos no Tecidos Linfóides
A perda da síntese protéica nos tecidos linfóides resulta em supressão do sistema imune, de modo que muitos desses pacientes morrem de infecção.

Efeitos no Tecido Adiposo

Além disso, o cortisol aumenta o apetite e a ingestão calórica, além de aumentar a diferenciação de células do tecido adiposo de pré-adipócitos a adipócitos e estimula a lipogênese elevando a atividade da lipase proteica do adipócito e da glicose-6-fosfato desidrogenase.
*A lipase lipoprotéica é a principal enzima no processo de hidrólise dos triglicerídeos circulantes e atua na modulação dos estoques de gordura, uma vez que hidrolisa os triglicerídeos dos quilomícrons, e os ácidos graxos liberados podem ser utilizados como energia ou para ressíntese de triglicérides em estocagem no tecido adiposo. Para mais informações sobre o metabolismo de lipídeos: http://www.geocities.com/HotSprings/4234/gorduras.html. A glicose-6-fosfato desidrogenase é uma enzima que atua como catalizadora da primeira reação da via das pentoses fosfato, via que leva à produção da coenzima NADPH, agente redutor da síntese de lipídios. Portanto, um excesso de cortisol resulta em obesidade, com um distribuição peculiar que favorece o abdome, o tronco, preenchendo a região acima da clavícula e a parte de trás do pescoço onde se forma um acúmulo denominado "giba", e também a face, que é conhecida como face "lua-cheia".



O vídeo a seguir ajuda a ter-mos uma compreensão melhor sobre o assunto:


http://www.youtube.com/watch?v=vxSAhLyKVqw

Efeitos na Glicemia

Além de seus efeitos nos tecidos, o excesso de cortisol também exerce forte influência contra a hipoglicemia provocada pela insulina, já que é a sua ação prévia que gera um acúmulo suficiente de enzimas gliconeogênicas e estoques de glicogênio em que outros hormônios, como o glucagon, podem agir.
E sua atução direta eventualmente pode levar a um aumento dos níveis plasmáticos de glicose, pois o cortisol antagoniza poderozamente as ações da insulina no metabolismo da glicose. Ele inibe a captação de glicose estimulada pela insulina no músculo e no tecido adiposo, e reverte a supressão pela insulina da produção hepáitca de glicose. Esse antagonismo se dá principalmente nos passos pós-receptores, por exemplo, a insulina reprime enquanto o cortisol induz a transcriçao do gene gliconeogênico fosfoenolpiruvato carboxiquinase (converte o oxaloacetato a fosenolpiruvato, no citossol, por descarboxilação e fosforilação à custa de GTP, na via metabólica da gliconeogênese). O cortisol também desmobiliza os transportadores de glisoe da embrana plasmática de volta para os locais intracelulares e portanto reduz diretamente a captação de glicose.






*O cortisol diminui a sensibilidade à insulina, no que diz respeito tanto à inibição pela insulina da produção de glicose (na primeira curva, para uma mesma concentração de insulina, a produção de glisose aumenta após o cortisol) quanto à estimulação pela insulina do uso de glicose (na segunda curva a utilização da glicose pelos tecidos extra-hepáticos, para uma mesma concentração de insulina, era maior antes do cortisol).


Tratamento
O tratamento deve ser direcionado à causa da doença. De um modo geral, consiste basciamente na remoção cirúrgica do tumor adrenal ou pequenos tumores na hipófise que secretem ACTH quando esses constituirem a causa do problema. Os fármacos que bloqueiam a esteroidogênese, como metirapona, o cetoconazol e a aminoglutetimida, ou que inibem a secreção de ACTH, como os antagonistas da serotonina e os inibidores da GABA-transaminase, também pode ser utilizados quando a cirúrgia não é viável. Nos casos em que não for possível diminuir a secreção de ACTH, o único tratamento satisfatório consiste, em geral, em adrenalectomia bilateral parcial ou mesmo total ( em outras palavras, remoção de parte ou total das duas glândulas supra-adrenais). Qualquer paciente que remova ambas as adrenais e muitos dos que tiveram partes removidas devem tomar corticóides pelo resto da vida. Aproximadamente 5 a 10% dos indivíduos submetidos à remoção de ambas as glândulas apresnetam a síndrome de Nelson, onde a hipófise aumenta de volume e produz grandes quantidades de corticotropina e de putros hormônios. Quando necessário, a síndrome de Nelson pode ser tratada através da radioterapia ou da remoção cirúrgica da hipófise.




Curiosidades

A Síndromede Cushing também pode ocorrer quando são administradas grandes quantidades de glicocorticóides durante períodos prolongados para fins terapêuticos. Por exemplo, os pacientes com inflamação crônica associada a doenças como artrite reumatóide freqüentemente são tratados com glicocorticóides e podem desenvolver alguns dos sintomas clínicos da síndrome de Cushing.
Essa reportagem do Jornal Folha de São Paulo mostra a preocupação de alguns especialistas quanto ao uso prolongado de glicocorticóides no tratamento de uma doença bastante comum, a asma brônquica.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u311353.shtml

Como vemos, nem sempre o assunto é vinculado incorretamente pela mídia =D

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Doença de Addison

Continuação...
peço desculpas por ter fragementado o texto, mas ocorreram problemas técnicos que impediram que mais de uma figura fossem anexadas em uma única postagem.

Conseqüências

*mEq= miliequivalentes

As conseqüencias mais óbvias desse distúrbio podem ser observadas na tabela acima.

Primeiramente, observa-se uma queda nas taxas dos hormônios produzidos pelas glândulas, sendo mais significativa a queda na produção do hormônio cortisol, o principal representante dos glicocorticóides.

Em segundo lugar, quando há depressão na secreção de cortisol, o feedback negativo normal para o hipotálamo e a hipófise anterior também fica deprimido, permitindo assim acentuada secreção de ACTH.


Deficiência de Mineralocorticóides


Como também pode ser observado na tabela, a queda do mineralocorticóide aldosterona, combinada com a queda de cortisol (que também possui um pequeno efeito mineralocorticóide) leva a um quadro de hiponatremia e hipercalemia, além de acidose leve. Isso ocorre porque a falta de secreção de aldosterona aumenta a retenção de potássio e diminui acentuadamente a reabsorção tubular renal de sódio e, permitindo assim a perda na urina de grandes quantidades de íons sódio, íons cloreto e água.
Para entendermos as conseqüencias disso, é bom relembrar que o sódio é quem determina o valor da pressão sangüínea. Logo, o resultado final consiste em acentuada redução do volume de líquido extracelular e do volume plásmático, diminuindo assim o débito cardíaco que pode levar ao choque e a morte.


O fato foi ilustrado com bom humor no vídeo a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=7COx33kcAZw

*(ressaltando que, no final do vídeo, as taxas de aldosterona são elevadas pelo sistema renina-angiotensina-aldosterona para controlar o volume cardíaco, mas, no indivíduo com Doença de Addison, isso não acontece).


Além disso, uma concentração de potássio superior a 5,5 mEq por litro de sangue começa a afetar o sistema de condução elétrica do coração. Quando a concentração sérica continua a aumentar, o ritmo cardíaco torna-se anormal e o coração pode parar de bater. Muitas vezes, para tentar regularizar a concentração sérrica de sódio, o portador da doença passa a urinar excessivamente, levando à desidratação.


Quem quiser relembrar um pouco mais sobre a regulação desses dois sais é só entrar no seguinte endereço:

http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec12_137.htm

ou mesmo assistir o seguinte vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=6Wc4f2KnbYo&feature=related


Deficiência de Glicocorticóides

A perda da secreção de cortisol no indivíduo com Doença de Addison torna impossível a manutenção de um nível normal de glicemia entre as refeições, devido à incapacidade de sintetizar quantidades significativas de glicose pela gliconeogênese.


A deficiência de corticosteróides produz também uma sensibilidade extrema à insulina, de modo que a concentração sérica de açúcar pode tornar-se pergigosamente baixa. Os músculos ficam fracos a até o coração pode tornar-se incapaz de bombear o sangue de forma adequada. Essa deficiência torna ainda o indivíduo altamente suscetível aos efeitos da deterioração de diferentes tipos de estresse, e até mesmo a ocorrência de leve infecção respiratória poe causar a morte.


Além disso, a acentuada secreção de ACTH leva a uma secreção simultânea de quantidades aumentadas de MSH (melanocyte-stimulating hormone - hormônio estimulador de melanócitos), gerando uma deposição não uniforme de melanina no indivíduo, geralmente em placas, particularmente nas áreas de pele fina, como as mucosas dos lábios e a pele fina dos mamilos.




Sintomas


De um modo geral, são esses os sintomas observados no indivíduo com Doença de Addison:



*vitiligo é uma doença auto-imune que muitas vezes ocorre em associação com a Doença de Addison. Mais informações no site:
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/vitiligo/



Tratamento


O indivíduo não-tratado com destruição total das glândulas adrenais morre dentro de poucos dias a algumas semanas, devido à fraqueza consuntiva e, em geral, a choque circulatório. Contudo, esse indivíduo pode viver durante muitos anos se forem administradas diariamente pequenas quantidades de mineralocorticóides e glicocorticóides.


Muitas preparações de glicocorticóides são disponíveis para esse fim. Atualmente, nos EUA, os pacientes são tratados com 12 a 15 mg por dia de hidrocortisona. No Brasil, como não há disponibilidade comercial de hidrocortisona oral, existe uma boa experiência com o uso de acetato de cortisona (25mg/dia) e mesmo com prednisona (5 a 10 mg/dia). Cabe ressaltar que os esteróides sintéticos, como a prednisona ou dexametasona, não apresentam efeito mineracorticóide, e a maioria dos indivíduos com Doença de Addison também necessita tomar diariamente 1 ou 2 comprimidos de fluorcortisona para auxiliar na restauração da excreção normal de sódio e potássio.


Doses maiores de medicamento podem ser necessárias quando o corpo for submetido a um estrsse, especialmente por doença.


Curiosidade


Para provar como o indivíduo que possui a Doença de Addison pode viver uma vida completamente normal se medicado, aqui vai uma imagem que vale mais do que mil palavras:


John Fitzgerald Kennedy - Presidente dos Estados Unidos

Quem quiser saber mais, é só acessar:
http://www.jfklibrary.org/Historical+Resources/Archives/Reference+Desk/JFK+and+Addisons+Disease+Page+4.htm

Distúrbios das Adrenais

Bom, agora sem o nervosismo da apresentação, fica muito mais fácil conversar com vocês sobre o assunto que eu tive o prazer de estudar na montagem do meu painel. Trata-se dos distúrbios das adrenais ou anomalias da secreção adrenocortical.


Como as glândulas adrenais fazem parte de um sistema complexo que produz hormônios interatuantes, pequenas modificações na produção de qualquer um dos seus hormônios podem acarretar em um quadro clínico grave. Diversas são as patologias conseqüentes, sendo as mais importantes a Doença de Addison e a Síndrome de Cushing.

Doença de Addison

Resulta da incapacidade do córtex adrenal de produzir hormônios adrenocorticais, e afeta aproximadamente quatro em cada 100.000 indivíduos. Ela pode manifestar-se em qualquer idade e afeta igualmente ambos os sexos.

Causas


Essa incapacidade das glândulas adrenais é causada com maior freqüencia por atrofia primária dos córtices adrenais, ou seja, as glândulas por algum motivo deixam de produzir seus hormônios. E quais seriam os possíveis motivos? Para tentar responder à essa pergunta os alunos de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto fizeram um estudo sobre o assunto, ressaltando nelee as condições e padrões encontrados no Brasil. O estudo pode ser lido no seguinte endereço:



http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302004000500019



De um modo geral, observamos o seguinte:





Lembrando que a paraccocidioidomicose é uma doença causada por fungos e a turbeculose renal é causada por bactérias.


Além desses motivos, as adrenais também podem vir a ser suprimidas em indivíduos que fazem algum tratamento utilizando esteróides. Quando a medicação é interrompida abruptamente após ter sido utilizada durante um mês ou mais, o organismo (que estava realizando um feedback negativo para evitar o aumento excessivo nas taxas desses hôrmonios) pode ser incapaz de produzi-los em quantidade suficiente durante várias semanas ou até meses, dependendo da dose utilizada e da duração do tratamento.





terça-feira, 27 de maio de 2008


Pra quem ainda não se convenceu, vale lembrar as meninas de que o assunto está relacionado a EMAGRECIMENTO, PERDA DE CABELO E UNHAS QUEBRADIÇAS!!!